sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Santo Cristo VIII - rua Farnese


Como me parece que tão cedo não terei tempo e "equipe" para ir fotografar as três belíssimas fachadas dos casarões da rua Farnese ("equipe" pois esta área não é muito segura, e não seria recomendável eu ir sozinho, com máquina fotográfica em punho), recorro novamente ao Google Street View para fazer o post.
Vemos que a fachada está em estado razoável. Na parte abaixo das janelas os azulejos estão muito desgastados, e enfiaram um "registro" (conjunto de azulejso com imagem de santos) abaixo dos telhões. Na foto abaixo, percebemos que mais triste ainda é o estado da lateral do imóvel, já totalmente desfigurados, sem cantaria em torno da porta de entrada, janelas de esquadria de alumínio, um segundo andar ao estilo "puxadinhos", com cobogós cerâmicos... e é melhor para a lista por aqui, para não ficarmos mais tristes.


Na foto acima podemos ver que o portão de entrada ainda conta com um leão em faiança, o que provavelmente foi parte de um par de leões, como a arquitetura do portão deixa claro. Não sei se esta cor é a original, mas acho improvável. É capaz que tenham lhe aplicado uma camada de tinta. Na foto abaixo, de autoria de Ivo Korytowski, podemos ver o leão em mais detalhe.


O imóvel só possui 2 modelos de azulejos em toda a sua fachada; um para a cercadura, e outro para o pdrão principal.


Abaixo podemos ver os mesmos azulejos (o de padrão com a flor central em manganês, ao invés de amarelo, como o caso do sobrado neste post), em uma foto do Solar do Jambeiro, que já foi apresentado aqui no blog neste link.


Uma variação do motivo do azulejo de padrão acima,
encontrado em um catálogo online de azulejos antigos holandeses.
O azulejo de padrão também pode ser encontrado em um dos banheiros do Museu do Açude, que já foi assunto de um post anterior.

azulejos de um dos banheiro do Museu do Açude
O azulejo de cercadura já foi visto aqui no blog, neste post sobre um sobrado na Rua do Rosário.


Por conta da tonalidade dos azulejos, e a técnica de impressão dos mesmos (transfer print com "flow blue"), eu arriscaria dizer que são ingleses, mas como muito pouco entendo do assunto, deixo para os experts decidir.



E agora, os telhões! Os amados telhões.


São todos de um mesmo modelo, que podemos ver melhor na foto abaixo, também do Museu do Açude:




Porém, na ponta da direita de quem olha para o telhado, há dois outros desenhos nos telhões, talvez resultado de alguma reposição, onde se usou o que se econtrou de mais próximo às telhas originais. Um dos modelos é um espelhamento do outro, e o segundo poder ser visto abaixo (segundo e quarto telhões).

2 comentários:

  1. Que inveja. Estás sempre a descobrir telhões!!!

    Os azulejos não são de todo portugueses, isso posso eu garantir.

    Um abraço

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    1. Olá Luis,
      Neste local são 3 casas geminadas com azulejos de padrão e telhões. O próximo post será sobre a terceira casa. Acho que você irá gostar.
      abraços

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