quinta-feira, 4 de abril de 2013

Campos I - Solar do Barão de Pirapitinga

Esta postagem só foi possível graças às fotos que o Mateus Nunes Fragoso me enviou, do Solar do Barão de Pirapitinga, em Campos dos Goytacazes, cidade ao norte do estado do Rio de Janeiro. Obrigado Mateus!





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Atualização em 7/4/2013

Construído por volta da metade do século XIX, para servir de residência do Sr. João Caldas Viana Filho, o Barão de Pirapitinga, falecido em 1895. Desenvolvido em 2 pavimentos, o prédio se encontra um pouco descaracterizado com o acréscimo de sobrevergas de gosto eclético. Todos os vãos da fachada possuem vergas arqueadas e no 2º pavimento janelas rasgadas abrem-se para um balcão corrido com guarda-corpo de ferro, onde ainda se nota as iniciais do Barão de Pirapitinga, primeiro proprietário. Uma cimalha serve de fechamento ao edifício, cujo beiral é formado por telhas de louça. 
(...)
A casa era majestosa não apenas no seu exterior, possuía internamente um luxo discreto e digno com primorosos detalhes arquitetônicos, com lustres e maçanetas de cristal, móveis de madeira entalhada e bela escadaria de madeira que saindo do vestíbulo leva ao andar superior do principal corpo da casa. 


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11 comentários:

  1. Mais um belíssimo beiral, amigo Fábio!
    E todo o solar é um edifício imponente, com aqueles lindos florões sobre as janelas e a longa varanda em ferro!
    Só não ficámos a saber onde fica situado, ou melhor, onde fica exatamente Campos. É na zona do Rio?
    Os telhões são magníficos, muito compridos e com um motivo já nosso conhecido.
    Sabe que já fotografei mais beirais no Porto e um telhão igual a estes no Banco de Materiais da Câmara Municipal do Porto?
    Qualquer dia mostro :)no blogue.
    Beijos

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    1. Olá Maria Andrade,
      Realmente não me ocorreu; é aquela coisa, na cabeça da gente há as informações, e aí se pressupõe (erradamente) que todos também saberão onde é Campos! Perdão. Corrigi a postagem.
      Campos de Goytacazes é uma cidade ao norte do estado do Rio de Janeiro. É um tanto afastado daqui da cidade do Rio de Janeiro, 3h e meia de carro. É uma cidade muito antiga também, cuja história começou no século 16.
      b'jinhos!

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  2. Campos não teve muito a “moda dos azulejos nas fachadas”, às vezes vejo um ou outro, mas apenas como detalhe decorativo, pode ser que exista no interior das construções. Já os telhões eu só conheço dois lugares que possuem esse Solar da postagem e o Palacete do Comendador Cardoso Moreira, que possui o mesmo padrão.

    Eu que agradeço por divulgar Fábio, também temos um pouco dessas riquezas aqui no interior do estado. Abraço

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    1. Olá Mateus,
      Pelo o que venho acompanhando no material que você já me mandou, parece que o uso de azulejos de fachada não foi comum em várias cidades do norte fluminense.
      abraços!

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  3. Que linda casa. Apesar do estado abandonado, mantem a dignidade de uma velha senhora. Poderia estar numa cidade qualquer portuguesa.

    Mais uma vez me interrogo se esta arquitectura é resultado da influência portuguesa no Brasil ou se foi trazida para Portugal por aqueles que fizeram fortuna nos brasis. Mas há inquestionavelmente uma relação estreita entre as duas arquitecturas de Portugal e do Brasil neste final do século XIX.

    De Lisboa, com amizade

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    1. Pois é Luis, há vários aspectos da cultura luso-brasileira de tal forma intricados, que já fica difícil definir quem criou, quem levou de e para onde. Só para ficar num cliché da cultura portuguesa, há quem defenda que o fado teria origem brasileira, vinda do Lundu, já difundido entre o povo, quando a corte portuguesa chegou no Brasil, em 1808. Há uma referência ao fado em festas no Rio de Janeiro de 1815. Depois este fado teria sido apropriado pelos portugueses, que a partir de circa 1840 o transformaram no que hoje conhecemos como fado.
      Acho que desde que a Corte chegou aqui, e ao longo do século com o fluxo maior de pessoas, mercadorias e modos a manias, nossas culturas correram muito em parelelo. Depois, com a independência e a lusofobia, e a grande imigração de italianos, alemães, japoneses, poloneses e tantos mais, esta ligação infelizmente se rompeu, e o resto da história já conhecemos.
      abraços!

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  4. A escadaria é um luxo, já chão é de um gosto um bocadinho duvidoso para os nossos dias.

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  5. Mais um edifício fantástico que nos foi trazido pelo Mateus Fragoso, ainda que difundido pelo blog do Fábio.
    As caraterísticas da casa parecem-me europeias, ao gosto do romantismo que grassava por aqui e depois exportado por esse mundo fora.
    A fachada é muito equilibrada de proporções e com uma elegância só conseguida por quem possui um gosto educado, só tenho pena que a varanda não seja mais larga, pois não deveria ter servido para mais do que assomar.
    Com um clima privilegiado como o do Brasil, estes espaços deveriam permitir também o serem vivenciados.
    O mesmo sucede igualmente em muitos palacetes portugueses, onde estas varandas possuem uma largura mínima, como se se destinassem somente a marcar presença. Uma pena!
    Pessoalmente, espero que a fotografia da entrada apresente um espaço já muito alterado, pois falta-lhe a elegância e a opulência que o exterior nos leva a sonhar. A ser original, é um desapontamento.
    Os parabéns ao Mateus por mais este edifício e ao Fábio por no-lo ter trazido
    Manel

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    1. Oi Manel,
      Mesmo aqui no Rio, essas varandinhas apertadas são a regra em sobrados e casarões do século XIX. Eu acho que eram apenas para complementar a arquitetura mesmo, e também para permitir que ao invés de janelas, se tibesse portas também no pavimento superior, o que em muito deveria colaborar para refrescar o interior das casas.
      abraços!

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  6. Oi, Fábio,
    Eu também achava ridículas as varandinhas dos sobrados antigos. Até o dia em que fui visitar um deles, onde haviam organizado uma bela festa, e todas as portas das sacadas, que ficavam lado a lado, estavam abertas. Parecia que o próprio salão tinha se transformado numa grande varanda. Aí sim, me pareceu claro o sentido desta característica tão comum na nossa arquitetura antiga.

    Abraços,

    Raul.

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  7. Adorei a casa, adorei o chão, ela e majestosa, uma preciosidade.

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