segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Centro XL - rua Primeiro de Março

A antiga Rua Direita é considerada a rua mais antiga do Rio de Janeiro, e foi a mais importante da cidade no século XIX. Originalmente, ligava o Largo da Misericórdia ao Morro de São Bento. Em 1875 passou a se chamar 1º de Março em homenagem à vitória aliada na Batalha de Aquidabã, que pôs fim à Guerra do Paraguai.

No seu final, quase no Morro de São Bento, há dois prédios bem parecidos, um em melhor estado de conservação que o outro, adornados com belos telhões de faiança, provavelmente de fabricação do norte de Portugal (Porto).


Nesta postagem, veremos o da esquerda, que está em melhor estado de conservação.


Este modelo de telhão já foi visto aqui neste blog, por exemplo na postagem sobre a Praça São Salvador,e a postagem sobre a rua Bento Lisboa, bem como em blogs portugueses que se dedicam às velharias e antiguidades, como o blog da Maria Andrade (aqui, por exemplo), um verdadeiro paraíso para quem ama os telhões de faiança portugueses.

Abaixo, vemos um detalhe da transição do prédio apresentado nesta postagem, para o seu vizinho, que será abordado na próxima postagem.

3 comentários:

  1. Lindo demais! Pena que geralmente a conservação seja tão largada ao descaso.

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  2. Bem, o município do Rio de Janeiro deveria conceder-te uma medalha de mérito cultural ou talvez melhor, patrocinar a edição de um livro sobre azulejaria carioca.

    Este blog é um instrumento de divulgação turística de um outro Rio de Janeiro, paralelo à cidade dos arranha-céus e das grandes avenidas. É um Rio de Janeiro mais intimista, de pequenos prédios, cheios de charme e cor por onde apetece passear a pé, sem pressas.

    Reparei nos ferros forjados das varandas, muito semelhantes aos das varandas aqui de Lisboa.

    Um abraço do outro lado do mar.

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    1. Olá Luis,
      Obrigado por seus elogios! Isto aqui é apenas um passatempo, resultado de uma paixão que surgiu em Portugal. E ainda não tive tempo de publicar pra mais de 20 imóveis que já tenho fotografado. E naturalmente isto não esgota o que ainda está por descobrir e fotografar.
      E pensar que nem há tanto tempo assim, 20 anos no máximo, havia muitos mais prédios como estes! Se recuarmos então para a década de 1940, o centro velho do Rio era ainda uma área extremamente lusa em sua arquitetura. A partir daí, principalmente com a abertura da imensa avenida Presidente Vargas, tudo veio abaixo.
      Este tipo de grade, com muitas variações de desenho, é algo muito presente nos imóveis antigos da cidade. Creio que a principal função das mesmas era dar segurança de forma que as janelas pudessem ter a dimensão de portas, e assim as casas poderiam ser mais arejadas, preocupação que se tornou até obrigação por lei, quando surgiu o medo dos miasmas e ares contaminados.
      abraços!

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