terça-feira, 28 de outubro de 2014

Santa Teresa X - Solar Real


A história do Solar Real começa no século XVIII. Sua área construída é de 1400 m², contando ainda com com 25.000 m² de jardins e floresta, tudo com ampla vista da Baía de Guanabara. Justamente por causa de sua vista, a mansão foi inicialmente um hospital da marinha, e de onde os almirantes podiam controlar as diversas batalhas pela defesa da cidade.
azulejos em relevo de provável origem do norte de Portugal.

azulejo fotografado em Barcelos, Portugal.

azulejo de origem francesa.


Com o pleno estabelecimento dos Portugueses e já no segundo reinado, D. Pedro II doa a vasta propriedade à Ordem religiosa das Carmelitas, já presentes no Bairro com o Convento de Santa Teresa e outras propriedades.

No início do séc. XX a propriedade é vendida para a família La Sagne-de Botton, fundadores da Mesbla, grande loja de departamentos. Os novos proprietarios fazem diversas mudanças estruturais, acrescentam novas edificações, trazem azulejos e artesãos da França para decorar a mansão.

O Solar Real atualmente é usada como casa de eventos e festas.





azulejos de origem francesa

azulejo de padrão francês, usado no silhar acima

azulejo de padrão francês, com cercadura de azulejo holandês.

azulejo de padrão francês, usado no silhar da escada acima

azulejo holandês usado como cercadura no silhar da escada acima


azulejo de padrão português, com cercadura de azulejo francês.

telhões de origem portuguesa, provavelmente do norte.


3 comentários:

  1. Esses azulejos são definitivamente tugas. Os do portal de entrada parecem coisa do Norte. Julgo que no Museu do Azulejo em Lisboa existem uns muito parecidos, que estão até na exposição permanente. Os da fotografia Fernanda Ferraro parecem-me Sacavém.

    Um abraço

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    1. Olá Luis, tudo bom?
      Sim, parte dos azueljos são mesmo portuguesas. Estes da foto da "Fernanda Ferraro" são tão comuns em Lisboa! Parecem da família do "ferradura". O engraçado é que aqui usaram como cercadura um azulejo francês abundante aqui no Rio. Os do portal da entrada em relevo certamente parecem do norte.
      Mas para por aí. No salão com silhar, onde nas festas eles colocam as mesas, ali são todos franceses - padrão e cercadura. No silhar da escada temos outro padrão francês, com cercadura holandesa. Na lateral daquela porta menor, ao lado do portão principal, há azulejos franceses.
      Já os magníficos e quase omnipresentes telhões, ninguém precisa sequer parar para pensar a origem! Portugal, claro!
      abraços
      Fábio

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    2. Olá Luis,
      Todo este tempo passado, mais azulejos estudados em minhas passadas por Portugal, e agora acredito que os azulejos polícromos da fotografia de Fernanda Ferraro sejam mais provavelmente Viúva Lamego.
      abraços!

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