segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Teresópolis I - Mirante da Granja Guarani

Construído em 1929 por Arnaldo Guinle, da família Guinle, o belo monumento tem arquitetura neocolonial e é todo revestido com azulejos pintados em Lisboa pelo famoso pintor português Jorge Colaço.

Jorge Colaço (1868-1942) nasceu no Consulado de Portugal em Tânger, Marrocos, filho de um diplomata. Estudou arte em Lisboa, Madrid e Paris. Exímio desenhador destacou-se na caricatura, na pintura e no azulejo, aqui com capacidades inovadoras de processos e de técnicas. Em Portugal está representado com grandes painéis de azulejo em muitos edifícios públicos nacionais. Sua obra mais conhecida talvez seja a que se encontra na Estação de São Bento, no Porto (1903).

Conheça um pouco mais a biografia de Jorge Colaço, e conheça uma outra obra sua em Lisboa acessando este link.

As peças têm fortes traços de azul sobre branco, com imagens que traduzem quatro lendas indígenas: “O dilúvio”; “O anhangá e o caçador”; “A moça que saiu para procurar marido”; e “Como apareceu a noite”. Infelizmente, a construção hoje está abandonada (fotos: internet).

foto do mirante nos anos 1970

Cosme Velho I - Largo do Boticário

O Largo do Boticário é um famoso largo localizado no bairro do Cosme Velho. O acesso se dá por um estreito beco - o Beco do Boticário - que passa sobre uma pequena ponte sobre o rio Carioca. O espaço caracteriza-se por sua exuberante vegetação de Mata Atlântica e pelos casarões em estilo neocolonial. 

Maracanã III - Escola Instituto de Educação

Tenho particular carinho por estes telhões, pois se encontram na escola onde cursei o ginásio (atual segundo segmento do ensino básico), a Escola Instituto de Educação, na Tijuca, aqui pertinho de casa:


Vila Isabel I - rua Duque de Caxias

Maracanã I - Hospital Gaffrée e Guinle

O Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG) é um hospital universitário pertencente a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNI-RIO). Situa-se na rua Mariz e Barros, numa região que fica entre os bairros da Tijuca e Praça da Bandeira.


domingo, 2 de setembro de 2012

Praça da Bandeira IV - praça da Bandeira


Praça da Bandeira III - rua do Matoso


Praça da Bandeira II - travessa Mariz e Barros


Acho muito bacana as formas que encontravam para valorizar na arquitetura o uso de poucos azulejos. Neste caso então, apenas um!

Pelo tamanho, muito pequeno, e forma de pintura do azulejo (estanhola), julgo que sua origem seja a França, mas isto ainda está por ser confirmado.

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Atualização em 04/09/2012

Graças ao Carlos Frascari (obrigado!), está confirmada a origem francesa deste azulejo. Não deixem de ler nos comentários as muitas informações que ele deixou sobre este azulejo.

Praça da Bandeira I - rua Teixeira Soares


Este prédio deve ser do final dos anos 1930, e também apresenta em sua arquitetura, embora muito simples, algo do programa neo-colonial do final dos anos 1920/anos 1930.

Como é comum nas construções desta época, em particular nas mais populares, que é o caso da acima, os azulejos aparecem apenas em detalhes, quase uma preciosidade. Às vezes os azulejos de padrão formam pequenos retângulos na fachada, mas é também muito comum se ver apenas quatro azulejos girados em 45° no frontão da edificação, ou ainda, apenas um azulejinho, cercado com uma ou mais molduras de argamassa pintadas (o velho uso dos azulejos enxaquetados, que com o tempo gerou o azulejo de padrão com desenhos em "X", que volta a ser usado com os próprios, o que torna o desenho em "X" um desenho em quadrados horizontais!!).

Nas próximas postagens serão apresentados outros frontões de prédios simplórios da região da Praça da Bandeira e Maracanã, onde vemos este tipo de uso do azulejo na sua decoração.

Glória I - Azulejos do segundo quarto do século XVIII - Igreja da Glória

A Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, ou Imperial Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, mais conhecida simplesmente como Igreja da Glória, ergue-se no alto do outeiro da Glória, no bairro de mesmo nome, na cidade do Rio de Janeiro. É considerada uma das jóias da arquitetura colonial brasileira, e um dos mais característicos monumentos da cidade. Dada a sua localização elevada é facilmente visível nos arredores.