sexta-feira, 21 de novembro de 2014

São Gonçalo I - capela de Sant'Anna - Fazenda do Colubandê


A Fazenda do Colubandê é um dos monumentos históricos mais bem preservados de São Gonçalo. Parte da sesmaria doada ao colonizador Gonçalo Gonçalves, teve seu engenho vendido ao cristão novo Ramirez Duarte de Oliveira, que mudou de nome a fim de fugir da Inquisição. Em 1713, a fazenda foi confiscada pela igreja e entregue aos jesuítas. A casa grande foi construída em torno de um poço do século 17, de acordo com a tradição judaica, e não segue um estilo padrão, pois foi sendo reformada ao gosto de cada dono. O teto tem estilo oriental, as janelas mostram influência da época de Luís XV e o entorno do varanda possui 16 colunas em estilo grego-romano, com conversadeiras entre cada coluna.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Exposição Azul Cobalto - Azulejos e Memórias

Exposição Azul Cobalto - Azulejos e Memórias
Coleção Nelson Torzecki



Um objeto polissêmico portador de múltiplos significados. Produtos da vida cotidiana presente e pretérita, capazes de revelar traços marcantes da sociedade que aqui se formou. Material perfeitamente adaptado à vida nos trópicos, cumprindo uma função utilitária e decorativa, capaz de desvelar influências, gostos, redes de comércio, relações, estórias e memórias. Elemento ao mesmo tempo abrangente, capaz de descrever parte do progresso técnico e cultural da Sociedade Ocidental, restrito e particular, uma vez que foi testemunho da vida cotidiana e doméstica nas cidades. Apresentar parte dessa história é o que pretende a exposição Azul Cobalto – Azulejos e Memórias.

No final da década de 80, o colecionador e empresário Nelson Torzecki foi seduzido pela arte do azulejo. Contando com o apoio do amigo e sócio Plinio Froes, o colecionador foi mergulhando cada vez mais em sua paixão, e entre feiras e antiquários, foi garimpando essas joias do passado. No decorrer de sua trajetória Nelson Torzecki acumulou um acervo ímpar, constituído por mais de duzentos tipos diferentes de azulejos, totalizando cerca de 3.000 itens, que vão de peças avulsas a grades painéis azulejares. Esses fragmentos da história, pertencentes a residências, prédios, palacetes e outros tipos de imóveis demolidos ou desocupados nas mais antigas capitais brasileiras consubstanciam-se em um dos mais importantes acervos dentro das linhas de pesquisa da urbanização das cidades, com especial destaque para o Rio de Janeiro. No intuito de reafirmar seu compromisso com o desenvolvimento social e cultural da cidade do Rio de Janeiro, o Instituto Rio Scenarium catalogou e selecionou as principais peças da Coleção de Azulejos Nelson Torzecki, a fim de apresenta-las para o grande público.

foto: Galeria Scenarium

foto: Galeria Scenarium

A exposição traz azulejos produzidos em distintos países, como Holanda, França, Bélgica, Portugal, Alemanha e Inglaterra, e discorre sobre a evolução técnica e estilística destes objetos, presentes na arquitetura brasileira desde o século XVII. Da Coleção de Azulejos Nelson Torzecki, destacam-se os acervos de azulejaria holandesa de motivo isolado, produzidos entre os séculos XVII e XX; os azulejos Barroco e Rococó, elaborados em Portugal nos séculos XVIII e XIX, incluindo um antigo painel da igreja do Convento de Santo Antônio, situado na cidade do Rio de Janeiro; traz ainda Registros de Santos existentes nas antigas casas de subúrbio e outros inúmeros azulejos produzidos entre o final do século XIX e inicio do XX, que integraram os interiores e fachadas das edificações de nossas cidades.

saiba mais: www.galeriascenarium.com.br/#!azul-cobalto/c1biv

Serviço
Exposição Azul Cobalto – Azulejos e Memórias
Horário: a partir do dia 06/11 de terça a sábado, de 12h às 20h
Local: Galeria Scenarium – Rua do Lavradio, 15 – Centro Antigo – RJ
Entrada: Franca

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Rio Comprido II - Av. Paulo de Frontin


É muito provável que se trate de um reaproveitamento de azulejos oriundos das grandes demolições acontecidas no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX.


foto: Raul Félix

Santa Teresa X - Solar Real


A história do Solar Real começa no século XVIII. Sua área construída é de 1400 m², contando ainda com com 25.000 m² de jardins e floresta, tudo com ampla vista da Baía de Guanabara. Justamente por causa de sua vista, a mansão foi inicialmente um hospital da marinha, e de onde os almirantes podiam controlar as diversas batalhas pela defesa da cidade.

Santa Teresa IX




fotos: Leonardo Martins

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Centro LI - Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens

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A invocação a Maria, mãe de Cristo, surgiu no convento de São Francisco das Chagas, no bairro de Xabregas, em Lisboa. A devoção a Nossa Senhora Mãe dos Homens chegou ao Brasil depois do século XVIII, trazida por um personagem envolto em mistério, o Irmão Lourenço, um membro fugitivo da família Távora, perseguida pelo Marquês de Pombal por razões políticas.

domingo, 19 de outubro de 2014

São Cristóvão V - Hospital dos Lázaros (Hospital Frei Antônio)

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A origem do Hospital dos Lázaros deve ser atribuída ao governador-geral do Rio de Janeiro, Gomes Freire de Andrade, conde de Bobadella. Em 1741, ele manda recolher 52 leprosos em pequenas casas simadas em São Cristóvão, sustentando-os com suas esmolas. Esses doentes estavam entregues aos cuidados de enfermeiros donatos, frades franciscanos de Santo Antônio, auxiliados por negras detentas de crimes graves.

sábado, 11 de outubro de 2014

Glória II


Acabo de descobrir no Google Street View este portão de 1890, com 2 padrões de azulejos e telhões pintados, após uma dica de um participante do grupo "Rio Antigo" no facebook. Agora preciso ir até lá para fazer boas fotos, que me permitam estudar melhor os azulejos. Abaixo alguns detalhes.

domingo, 28 de setembro de 2014

Azulejos: peças que se encaixam para contar a história do Rio

A arquiteta Dora Alcântara, de 83 anos, fala da importância dos azulejos, do período colonial ao modernismo

POR LUDMILLA DE LIMA / PAULA AUTRAN / SIMONE CANDIDA / RODRIGO BERTOLUCCI | 28/09/2014 6:00 / ATUALIZADO 28/09/2014 8:34
fonte: O Globo 

Dora Alcântara, 83 anos, com um painel em sua varanda
Gustavo Miranda / Agência O Globo
RIO - Para contar a história da azulejaria no Rio, é preciso montar um verdadeiro quebra-cabeça. Embora diferente de outras capitais, como São Luís e Recife, que dispõem de um conjunto uniforme de edifícios e igrejas azulejados, a cidade ainda guarda um rico patrimônio em azulejos que perpassa variadas épocas, desde o início da colonização. Há mais de 50 anos, a maior responsável por seguir essas pistas em todo o país é a arquiteta Dora Alcântara, de 83 anos, professora aposentada da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ e conselheira do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).