segunda-feira, 24 de abril de 2017

Catete IIb - rua Pedro Américo

Finalmente eu retorno aos 2 sobrados da rua Pedro Américo, ou ao menos ao que sobrou destes. Nós já o havíamos visto em uma postagem anterior de 18/11/2012 [link >>].


Tudo o que for dito aqui vale para os dois sobrados, uma vez que foram usados exatamente os mesmo azulejos e disposição dos mesmo em ambos.




Como podemos ver nas fotos, todos os azulejos nestes imóveis são holandeses, com excessão (provável) dos azulejos usados nos cantos dos frisos, que permanecem desconhecidos por mim. Este ornamento nas pontas dos frisos formado com 4 azulejos também aparece em outro post sobre o Catete aqui no blog, que pode ser visto neste link [>>].


O azulejo principal do friso superior, logo abaixo do telhado, nós já vimos na rua Visconde do Rio Branco, e Praia do Caju (neste último, em uma combinação de cores diferente). O nome desta padrão, segundo o livro "De Nederlandse Tegel - Decors en Benamingen", de Jan Pluis (2013),  é "Veelkl".


O azulejo de cercadura é o que batizei anteriormente, por falta de um nome mais correto, como "Fita e Tulipa". Ele já apareceu aqui em diversos posts anteriores, como por exemplo um imóvel na rua André Cavalcanti, nos achados do sítio arqueológico Santa Luzia, e também em um outro imóvel na rua Buenos Aires. O nome do padrão da cercadura, porém, é "Tulpkolomrand" (borda de coluna de tulipas), novamente segundo o livro de Jan Pluis.

Azulejo encontrado em escavações arqueológicas no Centro do Rio de Janeiro.


O azulejo de padrão principal, segundo o catálogo do Museu do Azulejo da Holanda, teria sido produzido entre 1750 e século XIX, bem ao norte da Holanda, na cidade de Makkum (fábrica Royal Tichelaar Makkum) e Frísia (Países Baixos). O nome deste padrão, como sempre, segundo o livro de Jan Pluis, é  "Gekrulde Vierster" (enrolado, ou encaracolado com quatro estrelas).

Nenhum comentário:

Postar um comentário