quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Catumbi I - rua do Catumbi

Ontem fiz um "tour" fotográfico pelo bairro do Catumbi, para fotografar 14 imóveis com azulejos antigos. Na verdade, fui para fotografar 10 imóveis, mas no caminho encontrei mais 3 (bem simples, apenas com faixas de azulejos retangulares horizontais chanfrados), e graças à dica do amigo Raul Félix, pude fotografar mais um que eu não conhecia, que por pouco me escapou.

Resolvi começar pela rua com o mesmo nome do bairro. Este bairro, um dos mais antigos do Rio de Janeiro, que nas últimas (muitas) décadas é feio e abandonado pelo poder público, outrora teve melhor sorte. Em fins do século XIX, a região era elegante com sobrados de classe média alta, como referido nas obras do escritor Machado de Assis. Mas no século XX, depois de rasgarem o bairro ao meio com viadutos e pistas de acesso ao túnel Santa Bárbara, da construção de um imenso presídio, somado ao fato de no bairro existir um grande cemitério, ele foi relegado a um mero corredor de passagem entre a zona norte e zona sul, e acabou marginalizado, triste, e abandonado. A única coisa nova que o bairro recebeu foi o Sambódromo, na década de 1980, e que ano passado foi duplicado.

Voltando ao que interessa, aqui estão as fotos de dois imóveis comerciais bem simples na rua do Catumbi, quase dois galpões, que apresentam azulejos em tons de verde e verde-azulado.


sábado, 19 de janeiro de 2013

São Pedro da Aldeia Ib - Casa dos Azulejos

Meu pai, Júlio Carvalho, me fez um grande favor e bateu novas fotos da "Casa dos Azulejos", como é conhecido este imóvel de 1847, que eu já havia postado anteriormente, e que pode ser conferido neste link. Na publicação anterior há a história da casa, e considerações sobre as possíveis origens dos azulejos, o que eu não vou repetir aqui.


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Gamboa IVb - rua do Livramento

Volto a este simpático imóvel, originalmente de apenas um pavimento, na rua do Livramento, que já havia publicado aqui no blog em uma postagem anterior, apenas com imagens do Google Street View, que não revelava muita coisa sobre os azulejos.



Lapa VI - Escadaria Selarón

Esta postagem foi originalmente feita em 25 de julho de 2012 no meu outro blog Porcelana Brasil. Fica aqui como uma homenagem ao artista que nos deixou há poucos dias.

Já que venho sistematicamente apresentando os azulejos antigos no Centro do Rio de Janeiro, achei que era hora para fazer uma pausa para falar sobre um dos pontos turísticos mais recentes da cidade, que envolve os azulejos. Trata-se da Escadaria Selarón.

Caju Ib - Praia do Caju

Hoje tive a felicidade de receber um email de Peter Sprangers, do Historische Kring Tolsteeg-Hoograven, em Utrecht. Ele me enviou várias pranchas de miniaturas de páginas de um catálogo da fábrica Ravesteyn, também de Utrecht, e em uma das pranchas encontrei finalmente os azulejos de padrão/cercadura desta casa no Caju:

foto: Raul Félix.

domingo, 13 de janeiro de 2013

São Cristóvão III - Estádio de São Januário

O Estádio Vasco da Gama, mais conhecido como São Januário, é o estádio de futebol pertencente ao Clube de Regatas Vasco da Gama. Foi inaugurado em 21 de abril de 1927, sendo até hoje o maior estádio particular do estado do Rio de Janeiro. Sua fachada, em estilo neocolonial, é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Fachada do estádio em 1927.

Teresópolis Ib - Mirante da Granja Guarani

Hoje encontrei mais duas fotos do mirante neocolonial revestido com azulejos pintados em Lisboa pelo famoso pintor português Jorge Colaço, construído em 1929 por Arnaldo Guinle, da família Guinle.

As fotos são dos painéis com cenas da lenda indígena “Como a noite apareceu”. Infelizmente a construção hoje está abandonada (fotos: internet).

foto do mirante nos anos 1970, ainda em bom estado.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Santa Teresa VI - rua Monte Alegre - Solar da Chácara do Viegas


Segundo o site do INEPAC (Instituto Estadual de Patrimônio Cultural), a antiga sede da Chácara dos Viegas começou a ser construída no ano de 1860 e foi finalizada em 1861. Já em 1873 passou por uma ampla reforma, tornando-se um belo exemplo de composição neoclássica com adoção de revestimento em azulejaria na fachada (provavelmente todos holandeses), o que a torna uma raridade de sincretismo arquitetônico.

Catete III - rua Silveira Martins


Azulejos franceses, provavelmente oriundos de demolições nas décadas de 1920/1930, reutilizados em ornamentos de uma casa neocolonial.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Centro Xc - Sítio Arqueológico no Castelo

"Rozenster"
Um dos padrões que mais enontramos entre cacos de azulejos recuperados durante as escavações arqueológicas do sítio Santa Luzia, na região do Castelo, Centro, foi este que na Holanda recebe o nome de "Rozenster" (rosas [rosetas?] e estrela)