sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Niterói Ib - Solar do Jambeiro


Eu já havia feito uma postagem sobre o Solar do Jambeiro, mas hoje passei pelo blog Testahy, de José Eduardo Testahy dos Santos Júnior, onde vi várias fotos interessantes, mostrando algumas áreas que a postagem anterior não mostra, e achei que seria bacana trazer aqui para vocês.


Recomendo uma visita à postagem original, pois apresenta belas fotos, e informações sobre o Solar. Mas é importante fazer uma ressalva: os azulejos no Solar são em sua maioria holandeses, e não portugueses, como muita gente pensa, e é afirmado no blog. Há ainda azulejos franceses. Portugueses mesmo são os telhões de faiança pintada.


Visitem a postagem original, e vejam todas as fotos lá publicadas.

6 comentários:

  1. Tinha escrito um comentário, mas ... escafedeu-se!
    Afinal não são só más notícias. Ainda bem que trazes estas coisa boas e que inspiram confiança no futuro.
    O teu post inicial sobre este edifício passou-me, e lastimo que assim tenha acontecido, pois o edifício é belíssimo e, a par deste facto, é sempre um prazer saber o que vai acontecendo por esse mundo fora, já que aqui o património é tão vilipendiado!
    Sobre os azulejos, acho que neste momento és um autoridade no assunto, pois já viste tanta coisa e já pesquisaste tanto que a tua opinião é preciosa.
    Interessante saber que a Fundação Ricardo Espírito Santo Silva também se dedica a este assunto do azulejo.
    Conheço bem esta Fundação, porque a frequentei como aluno de restauro de mobiliário, e, nesta campo, eles são uma das autoridades mais conceituadas em Portugal, a par da Fundação José de Figueiredo.
    Sabia das muitas especialidades a que eles se dedicam, para lá do mobiliário, mas azulejo não sabia.
    Ainda bem que o fazem, pois, se se dedicam a isso, todo o trabalho feito vem com uma chancela de qualidade.
    Abraço e obrigado por esta luz de esperança
    Manel

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    1. Olá Manel,
      É sempre um prazer receber uma mensagem sua por aqui. Este imóvel é realmente uma coisa do outro mundo, e por pouco não se perdeu, pois ficou no abandono por muito tempo, e tinha até sido ocupado por drogados e outros excluídos.
      Mas infelizmente isto é uma exceção, pois já vimos mesmo aqui neste blog imóveis que se perdem por incêndio, demolição ou "restauros" (não merecem este termo) desqualificados que desfiguraram imóveis tão belos e historicamente importantes.
      Mas devemos mesmo festejar quando temos uma notícia positiva, já que são infelizmente raras.
      abraços!

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  2. A fachada é muito bonita. Adoro a caixilharia, que se pode encontrar semelhante por todo o Norte de Portugal. A varanda e o alpendre de ferro forjados são também deliciosos. Muito embora os azulejos não sejam portugueses, realmente cada vez que venho ao teu blog, mais me apercebo do enorme intercâmbio de formas na arquitetura entre Portugal e o Brasil ao longo do Séc. XIX e início do século XX

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    1. Olá Luis,
      Sim, você tocou num ponto que sempre repito, e todos já devem estar cansandos de me ouvir dizer, mas continuarei dizendo: não importa a origem dos azulejos no Rio de Janeiro, seu uso, e o tipo de arquitetura que o recebeu, é uma invenção lusobrasileira. Na Holanda ou França não há imóveis com fachadas totalmente revestidas com azulejos, associados a uma pesada e bela cantaria.
      abraços!

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  3. Olá,
    gostaria de saber se você tem fontes que corroborem com a teoria de serem holandeses/franceses e não portugueses os azulejos do jambeiro e, caso sim, se pode me passar ou indicar aonde encontrá-las

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    1. Caro DuqueW
      Me baseio em diversos catálogos de azulejos de fábricas holandesas, e exemplares de azulejos franceses que possuem marca de fabricante no tardoz. Além disso, há também a simples observação de que os padrões de azulejo encontrados no Solar do Jambeiro não existem em Portugal, porém existem na Holanda, até mesmo no acervo de museus, como o Nederlands Tegelmuseum. Corroboram ainda as opiniões de experts holadeses sobre azulejaria, como Peter Sprangers, Jan Pluis e Johan Kamermans, e para alguns padrões, a opinião da profa. dra. Dora Monteiro e Silva de Alcântara, a maior expert nacional no assunto.
      abraços

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